Alternador avariado sintomas

Alternador avariado sintomas

Antes de se saber os sintomas que apresentem algum problema no alternador, será relevante saber o que é e como funciona este componente.

O que é um alternador

O alternador do automóvel é um dos componentes mais sensíveis do automóvel e igualmente um dos mais essenciais.

No entanto, pode passar completamente despercebido à maior parte dos condutores, que acabam por notar que o alternador tenha alguma anomalia somente quando o automóvel não procede ao arranque por falta de carga da bateria.

Manter o nível de carga da bateria é uma das funções do alternador, para além de garantir o funcionamento elétrico de componentes que são tão essenciais como, por exemplo, o sistema de iluminação do automóvel.

Este componente é necessário para a transformação da energia mecânica gerada pelo motor do automóvel em energia elétrica. Claro está que, sem o alternador não iria ser praticável manter a bateria do automóvel na sua máxima capacidade de carga e a viatura iria somente continuar a funcionar de forma normal até que toda a energia acumulada fosse consumida.

Por isso mesmo, é de extrema importância saber se o alternador do automóvel está ou não com falhas.

Componentes de um alternador e problemas comuns

Componentes de um alternador e problemas comuns
  • Estator
    A sua função é a criação de corrente elétrica, sendo constituído por um conjunto de bobinas isoladas entre si e fixadas num conjunto de lâminas de aço. De forma à geração de energias estas bobinas requerem um campo magnético gerado pelo rotor.
    Problemas mais comuns. Existência de curtos-circuitos entre as bobinas e as lâminas de aço que faz com que a passagem de corrente não seja concretizada.
  • Rotor
    A sua função consiste na formação de um campo magnético que gera corrente elétrica, sendo constituído por um eixo de aço com uma bobina enroscada em cobre no seu interior.
    Problemas mais comuns. A ocorrência de curto-circuito entre os fios da bobina, o que conduz à diminuição ou até mesmo a ausência da capacidade de geração de corrente elétrica.
  • Placa retificadora
    Igualmente conhecida por placa de díodos realiza a transformação da corrente alternada que é gerada pelo alternador em corrente contínua. É usada para carregar a bateria e também para alimentar outros componentes elétricos da viatura.
    Problemas mais comuns. A ocorrência dos díodos queimados, o que faz com que a placa não opere de forma correta.
  • Regulador de tensão
    A sua função é a proteção dos componentes elétricos que fazem uso da energia gerada pelo alternador. Realiza o controlo da tensão gerada em todo o regime de rotação do motor, limitando a tensão para que não ocorram picos de corrente. Impede de igual forma que a bateria sofra sobrecarga.
    Problemas mais comuns. Aquando do desgaste das escovas verifica-se o incorreto funcionamento do alternador.
  • Rolamentos
    A sua função é auxiliar a rotação do rotor de forma a diminuir o atrito. Por norma, os alternadores têm dois rolamentos, um em cada ponta do rotor.
    Problemas mais comuns. A verificação de ruídos e de desgaste.

Principais sintomas de problema no alternador

Um problema no alternador poderá correntemente ser confundido com bateria fraca.

 Inclusivamente, a maioria dos sintomas acabam por ser os mesmos, tal como: 
A luz da bateria
  • a luz da bateria que acende no painel de instrumentos quando o automóvel já estiver ligado: para além de poder assinalar alguma situação na bateria, a luz irá de igual forma alertar para algum problema no alternador.
  • a dificuldade no arranque do motor: o alternador pode igualmente causar este sintoma. Claro que, com uma voltagem incorreta, o motor de arranque não é acionado.
  • a bateria fraca: caso o veículo seja novo ou a bateria tenha sido recentemente trocada, não é normal ficar fraca em tão pouco tempo. Decerto que este é um problema no alternador.

Contudo, existem outros sinais que são mais específicos para indicar falhas neste componente, nomeadamente a luz de bateria que acende e apaga sozinha no painel de instrumentos, as oscilações na intensidade dos faróis e das luzes internas quando o som estiver acionado.

Seja qual for o caso, irá valer a pena uma avaliação específica no alternador e a sua substituição será a escolha mais adequada do que qualquer tentativa de reparação.

Cuidados a ter em conta com o alternador

Deverão ser tomadas algumas ações que podem auxiliar a preservar o alternador e a aumentar a sua durabilidade.

 Por isso mesmo, será conveniente verificar, pelo menos a cada seis meses o seguinte: 
Cuidados a ter em conta com o alternador
  • o estado da correia que o movimenta (conhecida como correia do alternador) e se mesma não se encontra nem muito esticada, nem muito solta;
  • se a polia se encontra com cortes ou descascada;
  • se o alternador está bem preso ao esticador;
  • se os terminais (plugues) estão bem presos;
  • se as buchas dos mancais (tampas) não estão com desgaste.

Por outro lado, verifica-se que o desgaste acaba por ser um dos problemas mais comum que é provocado pelo excesso de componentes elétricos, ou seja, a sobrecarga por excesso de consumo, onde a potência instalada é maior que a capacidade útil do alternador.

Isto porque, frequentemente, muitos proprietários resolvem instalar, após a saída do veículo de fábrica com um alternador adequado e capaz de atender todo o consumo elétrico da viatura, uma enorme quantidade de acessórios, como o uso de lâmpadas de maior potência, som de alta potência, DVD e outros, e esses componentes acabam por exigir mais energia do que pode ser fornecida pelo alternador de fábrica.

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