Сomo funciona o turbocompressor

Сomo funciona o turbocompressor

Em 1905, o turbocompressor, também conhecido simplesmente como turbo, foi inventado pelo engenheiro Suíço Alfred Buchi. Em 1920 o turbo foi utilizado em locomotivas a diesel. Atualmente, os mesmos equipam 100% das locomotivas a diesel, motores diesel de grandes navios e motores diesel de veículos.

Turbocompressor

O torque de um motor relaciona-se diretamente com a massa de ar que o mesmo consegue aspirar por ciclo de admissão. O turbo tem a função de comprimir o ar antes de entrar no motor. Assim, quanto maior volume de ar, mais massa de ar disponível devido à compressão. Assim, um turbocompressor pode ser dividido em duas partes: a turbina (parte quente) e o compressor (parte fria), sendo que este nome e dado devido à diferença de temperatura das duas partes durante processo de funcionamento.

A turbina utiliza a energia cinética proveniente dos gases de escape do motor para acionar o compressor. Esta mesma transfere esta energia ao compressor localizado na admissão do motor através de um eixo. Ao atingir uma certa rotação e carga, o compressor produz uma pressão positiva no coletor de admissão. Isto significa, que aumenta a massa de ar que o motor admite por ciclo, realizando isso ao comprimir o ar, e assim adiciona calor ao ar, com aumento da entropia, o que leva a que o motor consiga obter um desempenho muito superior do que o normal. As velocidades máximas de rotação do veio são da ordem das 200 000 rpm, podendo atingir valores superiores em determinados turbocompressores.

Para que serve?

A utilização de turbocompressores é muito comum, não só devido às suas vantagens de aumento de potência e binário, mas também devido ao facto de este ser um componente necessário na implementação das técnicas de redução de cilindrada e correspondente peso específico com as respetivas consequências no funcionamento dos motores de combustão interna (MCI). Entre outras, estas técnicas são hoje utilizadas pelos fabricantes automóveis para cumprir os requisitos impostos pelas normas de redução de emissões de poluentes.

Turbo híbrido

Um turbo híbrido é um turbo modificado com componentes de outras referencias de turbo, sendo que tem o objetivo de obter um ajuste de eficiência melhor para determinada a aplicação numa gama de rotações ou pressão diferentes das utilizadas pelo turbo padrão. O mais comum é trocar o compressor por uma maior. Assim, o turbo suporta pressões maiores e consegue simultaneamente uma fiabilidade melhor. Porém, a resposta ao acelerador não é tão boa, porque demora mais a encher.

Como identificar que o turbocompressor está defeituoso?

Como identificar que o turbocompressor está defeituoso

Uma vez que o turbocompressor consiste em muitas partes individuais que podem avariar, um defeito é indicado por diferentes sintomas, e por vezes não de uma só vez, mas durante um período de tempo mais longo. Por exemplo, se notar que o seu automóvel acelera mais lentamente e, em geral, produz menos energia, pode ser que algo esteja a bloquear a admissão, que o turbocompressor tenha um rolamento danificado ou que o compressor esteja fortemente contaminado. Outro sinal de problemas com o turbocompressor é um barulho de chiar ou ruído característico agudo. Se fumo brilhante ou azulado estiver a sair do escape, é muito provável que o óleo utilizado no eixo da turbina para refrigeração e armazenamento esteja a entrar no escape e a ser queimado. Isto é um sinal de danos já avançados no turbocompressor.

O elevado consumo de óleo é um sinal comum de um turbocompressor defeituoso. Juntamente com isto, os chamados danos causados pelo óleo continuam a ser um dos tipos mais comuns de danos a um turbocompressor. Isto inclui linhas de entrada de óleo obstruídas e entupidas, ou muito pouco ou óleo sujo.

Cuidados a ter com carro com turbo

Cuidados a ter com carro com turbo

É importante utilizar sempre óleo de alta qualidade especificamente concebido para o motor, e verificar regularmente o nível de óleo e acrescentar, se necessário. As mudanças regulares de óleo por um especialista também evitarão danos no turbocompressor e no motor em geral. O óleo utilizado no motor deve ser sintético ou semissintético (10W40, 5W40, entre outros), uma vez que lubrificará os pequenos orifícios do motor com mais eficácia. O óleo fraco torna-se espesso e obstruí estas passagens, não arrefecendo o turbo, levando assim à avaria.

Nunca deve fazer acelerações em alto regime, quando o motor ainda se encontra frio, o ideal será não ultrapassar as 2 500 rpm, dependente do modelo. Caso seja possível deixe o carro ao ralenti, cerca de 8 segundos antes de iniciar a condução.

Após uma viagem ou do carro ter estado a funcionar a altos regimes de rotações, sempre que imobiliza o carro deve, deixá-lo 1 a 2 minutos ao ralenti. Tal denomina-se de engine cool down, porque a turbina funciona em óleo, sendo que o mesmo é enviado pelo motor. Caso desligue o motor, a pressão do óleo cai quase instantaneamente para zero. A turbina do turbo, fica a girar sem receber a lubrificação necessária, sendo isso denominado de girar em seco.

Em utilização citadina em que não é possível “acelerar”, por isso de vez em quando convém andar em regimes entre as 2 000 rpm e as 3 000 rpm para descarbonizar o turbo e outros componentes.

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