Diferenças Entre Correia Dentada e Corrente de Comando/Distribuição: Funções, Problemas e Benefícios

Diferenças Entre Correia Dentada e Corrente de Comando/Distribuição: Funções, Problemas e Benefícios

Tudo no motor do seu veículo funciona com precisão para produzir uma operação suave e funcional.

Para garantir esta sincronização específica, a correia dentada ou a corrente de comando operam com a árvore de cames e com a cambota, por forma a manter o movimento das válvulas e pistões a fim de preservar o funcionamento em perfeita sincronia.

Embora a correia dentada e a corrente de comando sejam usadas para produzir a mesma ação, existe uma pequena diferença entre ambas. Vamos então dar uma vista de olhos a ambas, bem como os seus problemas e benefícios!

Funcionamento da Correia Dentada e da Corrente de Comando/Distribuição

Funcionamento da Corrente de Comando/Distribuição

A correia dentada funciona da mesma forma que uma corrente de comando. A diferença entre as duas reside simplesmente no material e na localização. A corrente de comando é construída de metal e a outra, de borracha reforçada.

Funcionamento da Correia Dentada

Desta forma, a árvore de cames no motor controla as válvulas para deixar entrar e sair o combustível e o ar. Ao mesmo tempo, a cambota move os pistões para cima e para baixo. E isto chama-se sincronização mecânica e a sincronização destas funções é imperativa.

Se a sincronização mecânica estiver com problemas, podem ocorrer danos nas válvulas, nos pistões, no motor, ou em outros componentes.

O objetivo da correia dentada ou da corrente de comando é, por isso, assegurar a harmonização, mantendo cada volta à velocidade precisa.

Embora as correntes de comando tenham sido utilizadas primeiro, as correias dentadas foram introduzidas nos veículos na década de 1960. Estas correias são mais silenciosas e, devido ao seu material, menos dispendiosas de produzir.

As correntes de comando são alojadas no interior do motor e recebem lubrificação do óleo do motor, podendo durar muito tempo, enquanto as correias dentadas estão localizadas no exterior do motor e tendem a secar e a ficar com rachas.

Contudo, nos últimos anos, muitos fabricantes de veículos integraram correntes de comando em alguns veículos com grandes melhorias, tais como a redução do ruído e das vibrações, de modo diferente de uma correia dentada, até porque nem todas as bombas de água são acionadas pela correia dentada.

Assim, verifique o seu manual de instruções para determinar que tipo de operação de distribuição o seu veículo utiliza, uma vez que pode variar de ano para ano e por parte do fabricante de automóveis.

Benefícios e Problemas da Correia Dentada e da Corrente de Comando/Distribuição

 Benefícios de uma correia dentada 
  • + A correia dentada, devido ao seu material, é muito mais barata de produzir e comprar dado ser feita de borracha e não de um material de aço inoxidável como a corrente de comando.
  • + Os motores com correias dentadas são muito mais silenciosos, eliminando o contacto do metal com o metal, o que era óbvio em modelos de carros mais antigos com correntes de comando.
  • + A correia é ligeiramente rodada em rolamentos de rolos. Foi assim que surgiram os motores de 8 ou 12 cilindros de alta potência, atingindo o desempenho de não deterem vibração em marcha lenta.
  • + A correia dentada não precisa de lubrificação, um aspeto que é crítico para a corrente de comando.
  • + O peso. Um kit da correia dentada é muito mais leve do que um kit de corrente de comando.
  • + Devido ao desgaste não existe alongamento.
  • + Resistente a produtos químicos.
  • + Resistente à ferrugem.
  • + Sem problemas de derrapagem.
  • + Até 98% de alta eficiência mecânica.
  • + A eficiência de transmissão não se perde.
 Problemas de uma correia dentada 
  • - Requer mais atenção por parte do condutor.
  • - Em alguns motores, irá depender da bomba de água.
    Problemas de uma correia dentada
  • - Requer uma mudança com maior frequência.
 Benefícios de uma corrente de distribuição 
  • + A corrente de distribuição dura muito tempo. Por ser feita de metal, alguns fabricantes de automóveis dizem que não existe necessidade de troca. Isto caso cuide bem do seu motor, especialmente se colocar o óleo adequado no mesmo. Mas também existem exceções.
  • + Outros aconselham a mudar a correia de distribuição em torno de 250.000 – 300.000 quilómetros.
  • + Alongamento inexistente. Mesmo que seja feita de muitos elos, uma corrente não funciona e não muda o seu comprimento dependendo da temperatura.
  • + A corrente não desliza. Pode acontecer que o óleo flua na corrente e escorregue da polia. Pode até levar ao fracasso total se conduzirmos durante muito tempo com o carro que emite sons estranhos provindos do motor. A corrente permanece fixa e não desliza. Será precisa a sua troca.
  • + Ao trocar a corrente, não precisa trocar a bomba de água. Esta também é outra vantagem face à correia dentada. Ao trocar a correia dentada será necessário trocar a bomba de água na maioria dos motores que possuem correias.
 Problemas de uma corrente de distribuição 
  • - Uma corrente de distribuição faz barulho, porque como é óbvio as partes metálicas entram em contacto.
  • - No entanto e graças à tecnologia avançada, os motores modernos equipados com correntes de distribuição não são tão barulhentos, como eram antes.
  • - Preço mais elevado. Mesmo que a corrente de distribuição dure mais do que uma correia dentada, quando esta precisar de ser trocada, irá ter um custo maior. Isso inclui o preço do kit e a mão-de-obra, porque as correntes são mais difíceis de trocar do que as correias.
  • - As correntes de distribuição precisam de lubrificação. Para ter uma operação duradoura, a corrente de distribuição precisa ser lubrificada, portanto, se tiver um motor equipado com uma corrente de distribuição, deve ter muito cuidado com o tipo de óleo que coloca no motor. Quanto melhor for o óleo, mais durará o motor e também a corrente de distribuição.
  • - O tensor da corrente é baseado na pressão hidráulica. Funciona com base na pressão hidráulica e isto pode ser um problema, ao contrário da correia que tem tensores mecânicos, tensionada com uma mola ou um amortecedor.
  • - O problema com o tensor hidráulico da corrente é que se não receber pressão imediata, a corrente irá alargar e vibrar até se tornar muito barulhenta. Assim, a condução com óleo velho no motor ou se não tiver uma boa pressão, o tensor não irá funcionar de forma correta e isso poderá ser problemático.

Falha de Uma Correia Dentada Ou de Uma Corrente De Distribuição – O Que Pode Acontecer?

Num motor de interferência, que se trata de um tipo de motor em que a posição máxima do pistão excede o nível máximo de abertura da válvula, as válvulas são sincronizadas com a posição através da correia e não atingem o pistão por causa de um intervalo, mas se a correia ou corrente falhar, o pistão e as válvulas irão girar independentemente e assim definitivamente irão acabar por atingir o motor.

Aliás, uma corrente de distribuição com falha num motor de interferência causa danos maiores. Isto porque, a corrente é uma peça de metal pesado e caso falhe pode danificar desde o bloco do motor, à cabeça do cilindro.

Assim, caso a correia ou corrente falhe num motor de interferência, o dano causado pode trazer grandes consequências, chegando ao ponto de poder ficar com o motor gripado e necessitar de um novo motor.

Nota: uma correia, sendo feita de borracha reforçada, pode causar danos menores em comparação com uma corrente com defeito.

No entanto, num motor sem interferência, que se trata de um tipo de motor que não sofre nenhum dano, mesmo quando a correia dentada ou a corrente de distribuição falhe, as válvulas, mesmo na posição mais baixa, acabam por nunca alcançar a posição na qual os pistões sobem. Por isso, mesmo que o pistão e a válvula se movam de forma caótica, é improvável que se toquem devido ao intervalo existente.

Neste caso, se uma correia dentada ou corrente de distribuição falhar, provavelmente irá precisar de substituir apenas a correia dentada ou o kit de corrente.

Comentar

Your email address will not be published. Required fields are marked *