Coletor de escape

Coletor de escape, o que é e para que serve

O coletor de escape é a primeira parte do sistema de escape do seu veículo, estando o mesmo conectado ao motor do seu veículo e efetuando a recolha e a expulsão das emissões do motor.

Mas vamos ver com mais pormenor.

O que é o coletor de escape

A designação de coletor de escape prende-se com a rede de tubos que se encontram unidos aos tubos de escape do carro, sendo os mesmos responsáveis, não só, pela receção dos gases que resultam da combustão do motor, como também, pela sua expulsão para o exterior.

Assim, através do sistema de escape, o coletor de escape transporta os gases de combustão para o exterior do carro.

Localização do coletor de escape

Localização do coletor de escape

O coletor de escape encontra-se situado na parte lateral da cabeça do cilindro e encontra-se fixado ao mesmo através de uma junta de escape de forma a garantir um ajuste perfeito.

Os dois elementos devem-se encontrar preparados para o suporte de elevadas temperaturas dos gases de combustão, motivo pelo qual são geralmente fabricados de ferro fundido a fim de evitar prováveis vazamentos que se traduzam na redução do desempenho do motor.

Funcionamento do coletor de escape

O coletor de escape do seu veículo encontra-se conectado de forma direta aos cilindros onde ocorre a mistura do gás e do oxigénio antes de serem acesos por uma vela de ignição.

Assim, o coletor de escape recebe a mistura de ar / combustível dos vários cilindros do motor do seu carro. Realiza a recolha da mistura de combustível / ar de cada cilindro, quer seja um veículo de quatro, seis ou oito cilindros. O coletor de escape não recolhe somente todos os gases queimados do motor, como também queima integralmente quaisquer gases queimados não utilizados ou incompletos utilizando para o efeito a sua temperatura elevada.

No seu sistema de exaustão, o coletor aloja igualmente um sensor de oxigénio, encontrando-se instalado próximo à saída, por forma a inspecionar a quantidade de oxigénio que se introduz no sistema. O sensor de oxigénio realiza a monitorização da quantidade de oxigénio, transmitindo ao sistema de injeção de combustível, para que a quantidade de oxigénio utilizada na mistura de combustível / ar usada para alimentar o motor seja aumentada ou diminuída.

O coletor de escape atua, por isso, essencialmente como um funil sendo utilizado para coletar todas as emissões do motor. E assim que estes se encontrem num só lugar e integralmente queimados, o coletor remete as emissões para o resto do sistema de exaustão.

Ou seja, os gases de escape saem pelos cilindros e o coletor de escape é ligado aos mesmos através de vários tubos com o mesmo comprimento e diâmetro.

Sendo composto pelo número de tubos quantos o número de cilindros do motor e encontrando-se ligados uns aos outros na outra extremidade, os gases serão então canalizados para o conversor catalítico que irá atuar como um filtro. Após essa ação, serão deslocados através do tubo de escape e do silenciador antes que os mesmos cheguem novamente à atmosfera.

De mencionar ainda que, no coletor de escape encontram-se alojados o turbo e a válvula EGR, desde que os carros possuam esses dispositivos e que atuam da seguinte forma:

  • O turbo usa a velocidade de saída dos gases de combustão para acionar a sua turbina e a velocidade de admissão, que é conectada à mesma por um eixo sólido.
  • A válvula EGR é responsável por admitir uma percentagem de gases de escape para a entrada, a fim de enfraquecer a mistura e manter a combustão dentro dos limites ambientais permitidos.
    A válvula EGR

Finalidade do coletor de escape

Como já foi referido anteriormente, o coletor de escape é projetado de modo a que a saída dos gases de combustão seja conduzida pelo sistema de escape dos vários cilindros através de uma única conduta, poupando assim espaço e permitindo a utilização de uma única série de filtros acústicos – silenciosos.

Para além disso, este sistema auxilia o controlo dos níveis de força e de pressão com os quais os gases são expelidos, por forma a melhorar o movimento do veículo em altas rotações. Caso não seja adequada a qualidade do coletor de escape, poderão ocorrer possíveis fugas ou o desgaste que resultará em perdas no desempenho propulsivo do motor.

A importância da limpeza do coletor de admissão

A importância da limpeza do coletor de admissão

A limpeza do coletor de admissão deve ser feita regularmente, até porque se encontra diretamente relacionada com o desempenho do motor.
Por isso, o coletor de admissão tem a sua quota parte de responsabilidade na performance do motor. E isto não só em veículos mais antigos (com carburadores), como os que já detêm injeção eletrónica.

 Desta forma e com a limpeza do coletor de admissão: 
  • o motor ganha estabilidade. E tem conhecimento de quanto isso é fundamental para que o carro funcione plenamente e não ocorram imprevistos desagradáveis;
  • evitando a falta de limpeza do coletor de admissão evita de igual forma o aumento do consumo de combustível, uma vez que o depósito de impurezas na peça proporciona a sujidade do motor;
  • as válvulas, não devem estar sujas, pois se isso acontecer deixam de abrir e fechar atempadamente, comprometendo desta forma todo o processo.
  • quando a limpeza não é realizada em tempo oportuno, podem ocorrer problemas com a válvula borboleta, que também deve ser limpa e, em alguns casos, substituída.
 Assim, para a realização de uma limpeza do coletor de admissão e de uma forma muito resumida: 
  • Ao chegar ao momento de remover o coletor de admissão, que obriga a muita atenção, dado que nenhuma sujidade deve penetrar no motor, remova os parafusos, retire a parte principal da vedação do coletor e tampe os orifícios do motor com panos limpos e que não contenham pelos.
  • Para remover as peças do coletor de admissão, que ainda estão presas ao motor, os instrumentos mais adequados serão o uso de uma espátula ou raspador.
  • A superfície do motor deve ser limpa com um pano e o coletor de admissão com um pano que contenha acetona na sua composição.
  • Após isso, proceda à abertura do motor, retirando os panos, e faça a vedação do coletor novamente. A peça deverá ser instalada na sua posição no cabeçote do cilindro, com uma atenção particular para o alinhamento do novo sistema de vedação. De seguida, instale os parafusos, sem grande aperto, apenas o suficiente para que nenhum possa escapar.
  • Ao acertar a vedação, pode efetuar o aperto dos parafusos adequadamente.
  • As etapas seguintes serão a drenagem do sistema de refrigeração e a montagem de todas as peças.

Tipos de coletor de admissão

De uma forma resumida poderemos dizer que o tipo de coletor de admissão demarca como o motor irá funcionar.

Por vezes, o coletor de admissão poderá ser sujeito a alterações para que as funções do motor sejam potencializadas. Isso não significa que o carro seja turbinado, até porque existe a opção de efetuar alterações necessárias, mantendo, contudo, as configurações originais do motor.

 O comprimento é um dos principais fatores de alteração dessa potência, assim: 
  1. Curto
    • Oferece prioridade à potência. É o mais indicado para motores em marcha lenta. Nesse tipo de coletor de admissão, não existe pulsação, dado que as rotações por minuto são insuficientes para a criação de velocidade suficiente para a ocorrência deste fenômeno.
    • Esses coletores de admissão caracterizam-se por ser mais eficientes, porque o número rotações por minuto (rpm) acaba por diretamente proporcional ao deslocamento dos pistões.
  2. Longo
    • Esta variedade de coletor considera a pulsação, dado que o motor detém uma velocidade que pode variar entre 1.500 e 3.000 rpm. Desta forma, os cilindros são cheios, tendo um efeito de bombeamento denominado golpe de ariete.
    • Com estas peças, o motor acaba por ter uma perda de carga muito significativa em função do alto volume de massa de ar. Isso é igualmente um resultado das altas rotações por minuto dos pistões.
    • Diferentemente do coletor curto, que confere mais potência ao motor, um longo possui mais torque.

Sintomas de um coletor de escape com avarias

  • Rachas visíveis
    Um sintoma de um coletor com rachas será visível que pode ser visualizado na superfície do coletor. Para procurar uma racha, observe atentamente o coletor, principalmente onde é mais provável que ela se encontre. Uma fenda grande será relativamente fácil de detetar, mas uma racha menor pode ser mais difícil de localizar. Pode ser necessário remover o coletor do motor para inspecionar toda a superfície.
  • Excesso de ruído
    Um coletor com rachas geralmente faz alguns ruídos dado que algum tipo de gás acaba por ser forçado a sair através fenda ao invés do escape. Isso pode ser mais pronunciado quando o motor é acionado e assobia. Verifica-se que com o veículo em funcionamento, existe algum ruído incomum.
  • Odores de escape
    As rachas no coletor também podem causar odores excessivos, pois evacuam a fenda do tubo de escape. Os gases de escape podem ser mais visíveis no compartimento do motor e nas áreas ao redor do coletor. Vazamentos de exaustão são potencialmente prejudiciais à saúde dos ocupantes.
  • Perda de desempenho
    Como o coletor é um componente importante do sistema de escape do motor, é esperado que o motor tenha um impacto negativo. Uma racha trata-se de uma fuga de vácuo e pode impedir que todas as funções funcionem corretamente.
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