Vantagens em reprogramar a sua centralina

Vantagens em reprogramar a sua centralina

Muitos são os condutores que querem acrescentar a potência máxima dos seus automóveis e, para esse efeito, escolhem a reprogramação da centralina.

Nada como otimizar os recursos disponíveis de um motor de um automóvel sem colocar em causa a fiabilidade do mesmo.

Em que consiste a reprogramação da centralina?

Diz respeito à alteração, bem como à otimização do software do automóvel, que executa o controle do desempenho do motor.

Acaba por não implicar uma alteração mecânica do automóvel e assegura o aumento de potência da viatura a um custo alcançável.

Os especialistas que executam esta operação certificam que, após a reprogramação da centralina, é melhorada a aceleração do veículo, as execuções das ultrapassagens são mais acessíveis de efetuar e a recuperação do motor torna-se mais rápida.

Como é realizada a reprogramação?

Como é realizada a reprogramação

Sendo todo o processo realizado de forma eletrónica, é efetuada a leitura e diagnóstico da viatura mediante os mapas que concernem à injeção do combustível ou à pressão do turbo.

Realizada a análise, procede-se à alteração das definições dos mapas mediante os resultados desejados. A título de exemplo, no que se refere à fiabilidade e nos consumos, é por fim o alterado o ficheiro e realizada a reprogramação na centralina.

Vantagens em reprogramar a centralina

Vantagens em reprogramar a centralina
  • Proveitos na potência
    Os especialistas asseguram que, após a reprogramação da centralina, o veículo alcança o aumento de ganhos de potência em 30% em relação aos valores apresentados em fábrica.
  • Consumos menores
    O consumo médio de combustível irá poder diminuir devido à menor dependência da utilização da caixa de velocidades.
  • Reversibilidade Total
    Caso não fique satisfeito com esta operação, pode reverter o processo e repor os valores de fábrica, isto porque os valores originais encontram-se guardados e encriptados na centralina.
  • Reprogramação de forma indetetável
    Nos dias de hoje, são diversas as oficinas que asseguram que a reprogramação da centralina é indetetável, o que permitirá obedecer a todos os requisitos essenciais nas Inspeções Periódicas Obrigatórias.

Desvantagens em reprogramar a centralina

  • Custos associados
    Embora diversos profissionais presenteiem este serviço a um custo bastante atingível, lembre-se que esta alteração terá implicações diretas em outras peças do automóvel: com o aumento da potência do motor que também irá exigir mais aos filtros de partículas, a embraiagem, não descurando os sistemas de travagem e suspensão ().
  • Garantia automóvel
    Ainda que haja a garantia de que a reprogramação da centralina é indetetável, este tipo de alterações é proibido pelo fabricante e, como tal, irá perder a sua garantia em caso de deteção.

Os riscos de uma reprogramação?

No curto prazo poderá causar a perda de garantia de fábrica do automóvel e no médio-longo prazo poderá colocar em causa a fiabilidade do motor ou causar o desgaste antecipado dos materiais.

Claro que, estes tipos de modificações colocam em causa a mecânica, ou seja, aumentos de potência e de torque, que só por si implicam maior esforço em todos os componentes do grupo propulsor e respetiva transmissão, assim:

  • Motor:
    Dado o motor ser o alvo principal da reprogramação é de crer que acabam por existir riscos associados ao mesmo.
  • Sistema de refrigeração:
    Com o aumento de potência, causada pela maior transformação de energia química em mecânica, o processo envolve produção de calor. Devido a este aumento de temperatura o sistema de refrigeração acabará por operar mais, para dissipar o calor gerado, pelo que é requerida a necessidade de alterar o sistema para que não exista o sobreaquecimento do motor.
  • Sistema de admissão:
    Verifica-se que em motores sobrealimentados a exigência de pressão é maior o que conduz ao aumento da temperatura do ar que é admitido, pelo que exige a adoção de radiadores de ar com maior capacidade, de forma a assegurar que o ar que é admitido se mantém a temperaturas baixas.
  • Sistema de escape:
    O sistema de escape é constituído por vários componentes, que acabam por ficar sujeitos a um trabalho suplementar no caso das reprogramações.
  • Sistema de injeção:
    Como exemplo, em sistemas a diesel Common Rail ou em sistemas de injeção direta a gasolina é de crer que a respetiva bomba de alta pressão acabe por sofrer um maior desgaste.
  • Sistema de sobrealimentação:
    Realizado de forma tradicional com recurso a turbocompressores, será um dos principais apontados na reprogramação de centralinas. O aumento da pressão de sobrealimentação obriga a que o turbocompressor rode com maior velocidade, aumentando assim a sua temperatura e dando origem um maior desgaste.
  • Transmissão:
    Será o sistema de transmissão que irá receber o maior torque gerado pelo motor, e para a gestão e transformação será colocado um esforço superior a todos os componentes.
  • Embraiagem:
    Serve de elemento de ligação entre o motor e a caixa de velocidades e é ela que vai ter que suportar o torque produzido pelo motor. Um aumento deste mesmo torque obriga um trabalho acrescido à embraiagem, o que conduzirá ao seu desgaste antecipado.
  • Volante de motor:
    Nos dias de hoje um dos problemas mais gerais nos sistemas de transmissão trata-se do volante de motor amortecido, usualmente conhecido como “bimassa”, que terá um desempenho acrescido quando tiver de assimilar o torque extra obrigatório pelo motor. O volante bimassa e a embraiagem são dois componentes que irão ter a sua vida útil reduzida devido à reprogramação da centralina.
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